1. E o justo definha, sem que ninguém se interesse, os bons são ceifados, sem que ninguém entenda. Os inocentes são vítimas dos criminosos.
2. Mas a paz há-de vir e os que seguem por caminhos rectos poderão, finalmente, repousar tranquilos.
3. Aproximem-se também, vocês, ó filhos da feitiçaria, raça adúltera e prostituída
4. De quem querem escarnecer? A quem querem fazer caretas com a boca e com a língua? Porventura vocês não são filhos rebeldes, raça de mentirosos?
5. Excitais os vossos desejos junto das grandes árvores, debaixo de qualquer árvore frondosa. Sacrificais crianças no leito das torrentes e nas cavernas dos rochedos.
6. As pedras polidas da torrente são a tua herança e o teu quinhão sagrado, ó Israel. Foi a eles que ofereceste as tuas ofertas de vinho, a eles apresentaste as tuas ofertas de cereais. Poderei eu, o Senhor, estar contente com tudo isto?
7. Sobre um monte alto e sobranceiro preparavas o teu leito, e subias até lá para ofereceres sacrifícios.
8. Por trás das ombreiras da porta colocavas os teus feitiços. Sem fazeres caso de mim, despias-te e arranjavas um leito confortável. Vendias-te aos teus amantes, gostavas de te deitar com eles, contemplando o ídolo obsceno
9. Corrias para o deus Moloc com unguentos e perfumes; enviaste mensageiros até terras longínquas, desceste até ao abismo dos mortos.
10. Cansaste-te de tanto caminhar, mas não disseste: "Basta!" Encontravas novas forças e não desfalecias.
11. Quem te metia tanto medo para me enganares, para não te lembrares de mim nem prestares atenção? Não é verdade que estive calado durante muito tempo? Por isso é que não me respeitavas.
12. Mas vou demonstrar que a tua justiça era falsa e que as tuas acções de nada te valem.
13. Quando gritares por socorro, vê se a colecção dos teus ídolos te pode salvar! A todos eles os levará o vento e um sopro os arrebatará. Mas os que confiarem em mim receberão o país como herança, e possuirão a minha montanha santa.
14. O Senhor diz: "Abram o caminho, aplanem-no tirem todos os obstáculos de diante do meu povo."
15. Isto afirma aquele que é alto e excelso, cuja morada é eterna e cujo nome é santo: "Habito num lugar alto e santo, mas estou com as pessoas acabrunhadas e humilhadas, para dar vida aos humildes, para fortificar o coração dos acabrunhados.
16. Não quero estar para sempre a acusar, nem ficar eternamente irado porque, de contrário, destruiria o sopro de vida de todos quantos criei.
17. A maldade de Israel fez com que eu me irritasse; na minha irritação castiguei-o e não o queria mais ver. Ele afastou-se para seguir o seu caminho preferido.
18. Conheço bem os seus caminhos; mas hei-de curá-lo, guiá-lo e reconfortá-lo. Aos que estão em luto
19. porei nos seus lábios este cântico: "Paz! Paz, para os de longe e para os de perto!" O Senhor afirma-o: "Hei-de curar verdadeiramente o meu povo "
20. Mas os maus são como um mar encapelado, que não se pode acalmar, as suas ondas remexem lodo e lama.
21. Para os maus não haverá prosperidade", - declara o meu Deus
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